Regras e Regulamentos na Esgrima

Um combate começa pelos adversários – que podem ser 2 ou 4 em caso de duplas – a cumprimentarem-se entre si e aos árbitros, quando entram na pista, com um rápido movimento das armas. Após isto, colocam as máscaras e começa o combate!

Existem diferenças nas armas, obviamente, mas cada uma tem diferentes regras para conseguir ganhar um ponto, que justificam o seu diferente uso e o conhecimento especializado por parte dos oponentes:

  • Florete – Ponto consegue-se com a ponta da arma atingindo o tronco (frente ou costas) ou a região ventral;
  • Espada – Ponto consegue-se com a ponta da arma em qualquer parte;
  • SabreSabre – Ponto consegue-se com a ponta da arma ou o corte dela, apenas da cintura para cima, excetuando mãos.

Na espada, havendo toque entre os adversários, simultaneamente, ambos ganham ponto até conseguirem um ponto de desempate. No florete e no sabre, quem começa o ataque ganha o ponto, caso ocorra ao mesmo tempo qualquer toque nas zonas designadas.

A quantidade de toques ou de tempo de combate depende do país e do organizador. Geralmente, numa eliminatória serão necessários quinze toques ou nove minutos. As regras aqui são um pouco flexíveis. Não flexível é um ataque simultâneo com a perda de arma: se for no mesmo movimento de ataque, havendo toque é ponto; caso não haja toque, o adversário pode recuperar a arma e recomeçar o combate após ordem do árbitro. “En garde”, após todos estarem prontos para o combate, dará início à contenda depois do último sinal do árbitro.

Claramente, falamos em termos desportivos, hoje em dia. Em duelos antigos as regras impunham-se também em termos gerais, nem sempre de igual forma, mas principalmente não se procuravam pontos, antes sangue, por questões de honra. Esta é a maior diferença.

A evolução é gratificante, pois consegue-se levar a arte da esgrima mais longe, com o refinamento de técnicas de ataque e defesa sem precedentes, através do conhecimento desenvolvido ao longo do tempo e de uma forma mais cordial, porém nem sempre mais amigável na prática, como é normal no desporto, devido à natural competitividade.