Durante o Renascimento, entre os séculos XVI e XVII, houve mudanças nas espadas e nos estilos de luta com a natural evolução do combate medieval. Começaram os manuais impressos sobre técnicas (com a invenção da imprensa) e o treino em academias ou com professores particulares, de uma forma sem precedentes. Anteriormente, técnicas e manuais eram segredos bem guardados, ao alcance de uns poucos.

Enquanto começavam a surgir as armas de fogo em termos militares, para uso comum entre o povo, eram a rapieira e o sabre que se destacavam. A rapieira foi usada especialmente em Itália, Portugal e Espanha, tendo sido suplantada pelo florete no século XVIII. Enquanto as espadas de corte e ponta eram mais utilizadas para a guerra, a rapieira foi evoluindo para o uso civil de defesa pessoal ou duelos, tornando-se mais leve e curta e dando lugar ao florete, um progresso considerado habitual no manejo destas armas.

O uso de espadas mais leves e visando a estocada começou assim a evoluir, algo a que já todos nós assistimos em filmes, com os duelos de honra. As técnicas evoluíram para formas mais refinadas, com movimentos rápidos, mas geralmente mortais. Era comum existirem juízes durante o combate, pois existiam regras estritas sobre como o duelo poderia decorrer.

As escolas clássicas herdaram aspetos e estilos dos antecessores. As escolas francesa e italiana destacaram-se neste período, em que a esgrima começou a ser praticada como desporto e continuou a ser usada em duelos, de forma cada vez mais refinada. A partir daqui, evoluiu rapidamente, até se tornar uma modalidadclassical fencinge olímpica, nos primeiros Jogos Olímpicos da era moderna, em 1896.

A chamada “esgrima clássica”, com início antes do século XIX e continuando pelos primórdios do século XX, compreendeu o uso de espada, florete e sabre. Continuou a ser utilizada em duelos, em especial entre a aristocracia, por questões de honra, com o definitivo declínio do seu uso para esse fim após o final da Primeira Guerra Mundial. Nessa altura, em termos práticos, passou a ser considerada apenas como um desporto.