A Esgrima nos Jogos Olímpicos

A esgrima é um desporto que existe desde que foram inventadas as primeiras espadas. Pode mesmo dizer-se que é um desporto que existe há muito mais tempo, desde que o ser humano começou a pegar em paus para se defender, atacar ou caçar e percebeu que através do treino e da competição poderia apurar a sua destreza, condição física e técnica.

Ao longo dos séculos, foram sendo aperfeiçoados os equipamentos para que o combate decorresse com segurança para os participantes e espetadores, e por isso não é surpresa que a esgrima tenha aparecido logo nos primeiros Jogos Olímpicos da era moderna, que tiveram lugar em Atenas, no ano de 1896. Desde então tem estado presente em todas as edições dos Jogos, em formatos diferentes.

Embora a esgrima seja considerada um desporto caro, é ainda assim possível praticá-la com custos mais reduzidos em clubes que facultem o uso do equipamento. Nos países com maior tradição, como a Itália e a França, as escolas de esgrima têm muitos participantes. E, embora a inclusão de competições para o sexo feminino tenha sido efetivada apenas nos Jogos Olímpicos de 1924, hoje em dia a qualidade da esgrima feminina é de elevado nível.

As três disciplinas da esgrima, florete, espada e sabre estão representadas nos Jogos Olímpicos e na sua mais recente edição, no Rio de Janeiro, em 2016, a competição teve as seguintes modalidades:

Florete* Florete – individual masculino, individual feminino e por equipas masculino.

* Espada – individual masculino, individual feminino, por equipas masculino e por equipas feminino.

* Sabre – individual masculino, individual feminino e por equipas feminino.

Um facto muito interessante, mas desconhecido de muitos, é o de Portugal ter alcançado a medalha de bronze nos Jogos Olímpicos de Amesterdão, em 1928, na modalidade de espada por equipas masculino. Espera-se que, com a crescente divulgação deste magnífico desporto, Portugal possa voltar a obter grandes resultados a nível internacional.