Esgrima – a Arte de Dar sem Receber
O uso da espada como arte marcial em combates bélicos ou em duelos até à morte significava algo muito simples: provocar a morte ou ferimentos que incapacitassem o adversário ou… morrer! Ainda hoje é assim, seja no ataque ou no contra-ataque: a ideia será sempre infligir um toque ao oponente, sem nunca o receber.
O nome “esgrima” deriva do germânico “skirmjan”, que significa “proteger”. A ideia era precisamente a de garantir proteção, daí o tradicional porte de uma arma, mas também ganhar a contenda, pois o vencedor, mesmo protegendo-se de um ataque, teria de resolver o duelo, e no passado isso não se dava com toques sinalizados por meios eletrónicos sensores e proteções.
Mesmo com o aparecimento das armas de fogo, a esgrima em duelo de honra poderia ser necessária. Duelos com pistolas eram finalizados através da espada, em caso de não conclusão do duelo, devido às falhas, o que não era incomum face à imprecisão das armas. Aqui, o uso da espada como proteção era secundário, pois o que realmente importava era o golpe fatal, apenas conseguido se não se fosse atingido primeiro.
Nas competições atuais, exceto em caso de toque simultâneo, terá geralmente de dar 5 toques para apuramento, ou na fase eliminatória dar 15 toques ao advers
ário. Tocar sem ser tocado é o objetivo. No caso de disputa de equipas, ganha quem conseguir somar primeiro 45 pontos. Ao contrário do passado, o tocar sem ser tocado tem apenas relevância para a vitória. Mas nem por isso se pode arriscar mais, pois, apesar de o resultado ser diferente, o que se procura é sempre sair vitorioso. Claro que podemos errar mais: não sendo a vida que está em jogo, podemos inclusivamente fazer um combate mais calculista ou mais agressivo, sempre procurando o toque e indo adequando o combate ao nosso adversário.
